Sweden Rock Festival 2016 - Day 1 (08-09-2016)

Os festivais europeus mais uma vez deixam saudades.

Ficam na lembrança pela sua excelência quanto a organização, segurança, harmonia entre outras dezenas de qualidades que seriam poucas para classificar, em especial, o Sweden Rock Festival.

Tradicionalmente realizado na cidade de Sölvesborg, ao sul da Suécia, o festival comemorou seu 25o. aniversário durante os dias 8, 9, 10 e 11 de junho trazendo um line up bem variado, reunindo dezenas de bandas de classic rock, hard rock, metal, blues, blues rock e um pouco de pop.

E a Rock Brigade Magazine esteve lá mais uma vez para conferir este que é um dos mais bem conceituados festivais europeus.

Mais uma vez, visitantes de mais de 50 países fizeram parte de uma grande festa com 5 palcos, excelente estrutura de alimentação, entretenimento, segurança, além das lojas de cds, artesanato, roupas e acessorios. Já no segundo dia de festival, todos os ingressos estavam esgotados.

Em comparação ao ano passado, tivemos um bônus: o clima bem mais favorável! Não fez tanto frio e apesar de momentos de chuva nos primeiros dias, o sol tomou conta.

Para relembrar, os shows acontecem em cinco palcos, no Festival Stage (onde acontecem os shows de maior destaque e os headliners), o Lemmy Stage (homenagem a Lemmy, que se apresentou diversas vezes neste palco, tradicionalmente conhecido como Rock Stage), o Sweden Stage, 4Sound Stage e Rockklassiker Stage.

Na tarde ensolarada de 4a feira, o 4Sound Stage abriu as portas para a primeira apresentação do festival com a banda sueca Saffire (2007) de metal progressivo e que vem notavelmente emergindo do underground.

Na sequencia, tivemos a apresentação do dinamarquês Mike Tramp (conhecido como vocalista da banda de hard rock novaiorquina White Lion) inaugurando o Sweden Stage.

Eu particularmente estava ansiosa para ver este show e superou minhas expectativas. Com nove discos solo no curriculo, Mike e sua banda esbanjaram no rock and roll com uma pegada de blues e um quê de southern rock, sem falar do seu carisma. Em paralelo acontecia no Rockklassiker Stage o show da banda escocesa King Witch do início de 2015 que mistura o metal tradicional com o clássico dos anos 70, além do trazer o vocal feminino rouco e potente de Laura Donelly, que remete a Janis Joplin.

Rapidamente fui ao 4Sound Stage onde ia começar o show da sueca Eclipse, banda de hard rock que me lembrou muito Whitesnake. Logo voltei para o Sweden Stage para o show da banda também sueca Bonafide (2007), que fotografei anteriormente no Sweden Rock de 2008 e pude notar um crescimento da banda, um rock and roll bem amadurecido na pegada de ACDC e um toque de blues. Com cinco albuns na carreira, Bonafide já abriu shows de Deep Purple, Quireboys e Status Quo.

Fiz um corre passando pelo 4Sound Stage para conhecer mais uma sueca, Skitarg, banda de metal que se autodenomina clown metal, com um visual divertido no vestuário e na maquiagem, bem como na performance. Parei no Rockklassiker Stage para checar a britânica Diamon Head banda clássica de heavy metal da década de 70 e de grande importância na New Wave of British Heavy Metal. É também forte influência para bandas de Thrash Metal, lado a lado com Metallica e Megadeth.

Segui para conferir o show da banda de metal Amaranthe que acontecia no Sweden Stage. A banda conta com 3 estilos de vocais, sendo um feminino e dois masculinos e é mais uma conterrânea para mostrar que o rock sueco não está para brincadeira.

Em seguida voltei ao 4Sound Stage para o show do britânico Graham Bonnet, mais um que estava aguardando ansiosamente, mas dessa vez deixou a desejar. Não sei se houve algum problema técnico mas senti que o áudio do show não estava legal.

Voltei para o Sweden Stage para o fechamento do primeiro dia do festival com o show da banda alemã de powerspeed metal Blind Guardian.