Sweden Rock Festival - Day 2 (09-06-2016)

O segundo dia do festival já começou com o sol brilhando no céu enquanto as estrelas se preparavam para as apresentações nos 5 palcos montados, lembrando que no segundo dia abrem os dois principais, Lemmy Stage (aka Rock Stage) e Festival Stage. A área do festival já estava cheia e subindo as cortinas do Lemmy Stage, a fantástica banda de metal, as vezes melódico, Lordi e seus integrantes perfeitamente vestidos. Enquanto fotografava ficava me perguntando como conseguiam tocar com toda aquela vestimenta. Incrível! Proveniente da Finlândia, desde de 1992, teve várias alterações no seu lineup, mantendo os originais Mr. Lordi (vocalista) e Amen (guitarrista). Fez uma apresentação impecável, interagindo lindamente com o público cantando e balançando a cabeça do início ao fim.

Para os amantes do Blues Rock, os norte americanos da banda The Kentucky Headhunters e os suecos da Painted Sky comandavam respectivamente o Sweden e o Rockklassiker stages. Com oito albuns de estúdio, é a primeira gig européia da The Kentucky Headhunters nos palcos do SRF2016, e além disso a única apresentação da viagem ao velho continente. Algo histórico para os fãs de "southern rock" apreciarem. Já a Painted Sky, conterrânea do festival, tem um pé no Blues dos anos 70 e o outro no Metal dos anos 80. Também uma grande banda!

Já segui em direção ao Festival Stage para acompanhar o show da banda norte americana Halestorm com o belíssimo vocal de Lzzy Hale abrindo as portas do Festival Stage nesta 25a edição. O terceiro e mais recente álbum da banda é de 2015, "Into the Wild Life" e também o mais bem sucedido. A mistura das guitarras marcantes com o vocal potente e arranhado de Lzzy me chamou bastante a atenção. Um "hard rock and roll" bem gostoso de ouvir. Halestorm é bastante conhecida por praticamente viver na estrada, inclusive estará no Brasil no segundo semestre deste ano. Vale bastante a pena conferir!

De lá já parti para o Lemmy Stage para fotografar Sixx AM. Era uma das minhas esperadas, pois queria ver Nikki Sixx (ex-Motley Crue) e DJ Ashba (ex-Guns’n’Roses) juntos ao vivo. Completando a banda, o vocalista James Michael, que trabalhou como produtor/engenheiro de mixagem de varios artistas e bandas como Alanis Morissette, Meat Loaf, Mötley Crue, Hammerfall, Scorpions, Sammy Hagar, Halestorm entre outras. Foi um show incrível! Com uma energia e uma presença de palco contagiantes.

Ao mesmo tempo estava rolando um metal extremo da sueca Entombed AD, então corri para o Sweden Stage. Entombed AD renasceu da falecida-em-2014 Entombed, mantendo quase todos os integrantes e incluindo o vocalista L-G Petrov. O segundo e mais recente álbum da banda, "Dead Dawn", foi lançado em fevereiro deste ano.

Mais uma banda que também estará no Brasil no segundo semestre, a norte americana de hard rock Shinedown, já se preparava para subir ao Festival Stage então corri para lá. Nasceu em 2003 como parte do movimento pós grunge. Com cinco álbuns e seis milhões de álbuns vendidos, sua popularidade em sólo sueco vem crescendo. A performance do baterista Barry Kerch é daquelas de querer parar tudo e ficar acompanhando. O auge da apresentação é quando o vocalista Brent Smith desce na pista e caminha pelo público e ao voltar ao palco faz todo mundo pular. Depois de fotografar as três primeiras músicas permitidas e me enfiar no público para fotografar Brent junto ao público, corri para o Sweden Stage para rapidamente registrar a norte americana L.A. Guns, considerada das mais persistentes do glam metal do final dos anos 80. Fotografei uma música e corri para o Lemmy Stage, onde rolava o show da sueca Graveyard, para pelo menos registrar uma música também. Imperdível banda que atualmente é uma das maiores na onda de bandas suecas inspiradas no hard rock setentista. Com quatro álbuns, alcançou grande sucesso com seu segundo álbum "Hisingen Blues" de 2012, bastante significativo pelo vocal muito semelhante ao de Led Zeppelin.

Depois de uma pausa de dez minutos para uma água e um cigarro, vamos a norte americana Slayer prontinha para subir ao Festival Stage. O primeiro álbum "Show No Mercy" deu à banda o status da mais rapida e mais pesada do metal. Com os originais Tom Araya (vocais e baixo) e Kerry King (guitarra), mais Gary Holt também na guitarra (Exodus), Paul Bostaph na bateria (ex-Forbidden, Exodus, Testament) e onze álbuns na carreira, Slayer se mantém como uma das maiores influências no thrash metal. Como de costume, uma apresentação exemplar, contando com a simpatia de Tom que constantemente sorria para o público.

Mais uma pausa rápida e a caminho do Lemmy Stage para o show da norte americana Megadeth. A banda dispensa comentários e particularmente estava ansiosa para este show pois seria minha primeira vez fotografando o nosso brasileiro Kiko Loureiro como guitarrista dessa grande banda. E dito e feito, foi uma apresentação maravilhosa! Não pude evitar dedicar a Kiko boa parte do tempo permitido para fotografar no pit. É emocionante ver um grande artista brasileiro em uma grande banda internacional em um grande festival. Já tendo fotografado o Kiko diversas vezes no Brasil enquanto integrante da banda Angra, tive a impressão de que não só Megadeth e Dave Mustaine, mas o mundo se abriu para ele e vice versa. É perceptível a confiança de Dave em Kiko. Lindo de ver! Aguardem Megadeth no Brasil ainda este ano.

Já indo a caminho do Festival Stage para a Headliner do dia, Queen + Adam Lambert, fiz uma parada no Rockklassiker Stage para conhecer a banda sueca de metal sinfônico Eleine. Chegando ao Festival Stage recebi o comunicado de que não poderia fotografar Queen pois a produção da banda havia selecionado poucos veículos locais, então segui para o 4Sound Stage conferir o show da lendária banda norueguesa de black metal Mayhem. Na sequencia, a sueca Soilwork no Sweden Stage, uma das mais bem sucedidas bandas de death metal melódico que vem crescendo desde sua fundação. Alguns minutos depois a dinamarquesa King Diamond concentrou as atenções do parque para a apresentação na íntegra do seu segundo álbum "Abigail", sem falar da produção de palco, com talvez o cenário mais arrojado da carreira da banda.

Mais de 1h da manhã, um pouco de descanso para começar a segunda metade do festival.